Prevenir a queda do idoso: 5 passos simples

Por Catarina Sousa , 07 de Abril de 2022 Envelhecimento


​O processo de envelhecimento é acompanhado de um aumento da fragilidade física, e consequente aumento da possibilidade de queda dos idosos. O risco de perda de capacidades funcionais, após uma queda, é maior nesta altura da vida e agravado por diversos fatores. A ocorrência de uma queda pode ser um alerta para a existência de problemas de saúde que precisam de atenção. 

A queda de um idoso pode provocar fraturas, hematomas, entorses, contusões, e levar mesmo à sua imobilidade. Por vezes, é necessária uma hospitalização, seguida de cuidados de reabilitação. De forma a prevenir que o acidente se repita no futuro, analisemos as 5 preocupações a ter, após a queda de um idoso.



Quedas aumentaram na pandemia


Já se sabia que as quedas são o acidente doméstico mais frequente em pessoas com 60 ou mais anos. As idas às urgências por causa de quedas em casa ou na rua são frequentes a partir de uma certa idade. O isolamento e o distanciamento social, principalmente para os públicos de maior risco, impediram a prática de atividades físicas, que é uma das principais formas de prevenção das quedas na terceira idade.



Em 2020, registou-se um aumento de 13% nas idas às urgências de idosos por quedas e acidentes domésticos, devido ao isolamento e distanciamento social, que impediram prática de atividades físicas.



Apesar disto, existem sempre idosos que se recusam a ir ao médico após uma queda, alegando que foi pequena, que não se magoaram ou não foi nada sério. Mas a queda de um idoso pode ter consequências físicas, psicológicas e sociais que podem ser nefastas e devem ser avaliadas para que o acidente não se repita brevemente.



5 Passos simples para evitar a queda do idoso


Se tem medo que o seu familiar idoso caia ou mesmo se ele caiu recentemente, tenha ou não ido às urgências, este artigo é para si. Veja connosco as principais ações que deve ter para evitar quedas, de forma a que o bem-estar do idoso seja preservado e os riscos de acidentes repetidos sejam atenuados.


1 - Check-up físico e mental ao idoso

Embora o diagnóstico deva ser feito por profissionais, são os familiares ou cuidadores que mais se devem manter vigilantes e sensíveis aos sinais de debilidade manifestados pelo idoso, no seu dia-a-dia. Deve-se começar por analisar possíveis estados de fraqueza por desidratação, anemia ou infeções urinárias, fazer um check-up à visão e audição, assim como despiste de determinadas doenças.

Igualmente importante é a avaliação do sistema cardiovascular e do aparelho musculoesquelético. A doença cardiovascular, osteoporose e artrite aumentam o risco de queda do idoso. 


A queda de um idoso pode indiciar que algo se passa com a sua saúde e cabe aos familiares incentivarem o idoso a ser visto por um profissional.



No que diz respeito à saúde mental, devem ser avaliadas as capacidades cognitivas e o estado psicológico do idoso. O bom desempenho durante a marcha é o resultado de uma conjugação de vários fatores cognitivos, como a perceção espacial, atenção, tomada de decisão e memória. Estando estas funções afetadas, é maior a probabilidade de o idoso perder o equilíbrio e cair.

A ansiedade e depressão são estados mentais que fragilizam e comprometem, também, a estabilidade corporal.



2 - Revisão da medicação do idoso


A medicação pode ser um dos fatores de risco que deve ser reavaliado, uma vez que a ação de certos medicamentos pode favorecer acidentes. Neste caso, é necessário que o médico reveja a prescrição do idoso e reajuste, se necessário as dosagens. Por outro lado, pode acontecer que o idoso não esteja a cumprir as indicações médicas na toma de medicação e que, por isso, comprometa a ação e efeitos da mesma. Esta possibilidade deve ser sempre considerada. 

O tratamento para a tensão arterial e o uso de certos diuréticos ou laxantes são exemplos de medicamentos que podem diminuir a capacidade de reação e provocar a queda de um idoso.


O uso de certa medicação pode favorecer problemas de equilíbrio, diminuir a capacidade de reação e aumentar a probabiidade de quedas e acidentes.



A toma de ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antidepressivos provoca efeitos como a sonolência, mudanças no estado de consciência das pessoas, hipotensão e instabilidade do corpo. No entanto, estes são necessários no tratamento de estados depressivos ou doenças do foro neurológico que constituem, também elas, um fator de risco aumentado.



3 - Avaliação das condições em que o idoso vive


As condições de segurança no local onde reside são fundamentais para evitar a queda do idoso. O estado da iluminação, as condições do piso e existência de apoios em escadas, assim como a localização de objetos no espaço interior e exterior habitado pelo idoso, são fatores que influenciam a sua mobilidade.


Deve rever como o idoso vive o seu dia-a-dia, se a sua residência tem condições de acessibilidade, se os materiais que usa (bengalas, roupa e calçado) são adaptados e não estão danificados.



Os auxiliares de marcha, como os andarilhos, as bengalas e as cadeiras de rodas devem ser verificados regularmente, pois podem encontrar-se em mau estado ou serem inadequados para o uso diário. Aconselhe-se sempre com um médico ou outro profissional de saúde.

A roupa e o calçado devem ajustar-se ao corpo do idoso. Peças demasiado compridas, largas e soltas promovem o desequilíbrio. Os sapatos devem ser confortáveis, de base larga e com sola antiderrapante, uma vez que, com a idade, os pés deformam e a tendência para tropeçar é maior.



4 - Suplementação de cálcio e vitamina D


Nos idosos, a carência em vitamina D é superior uma vez que, ao envelhecer, a pele sofre alterações que reduzem a capacidade de produção desta substância. A vitamina D tem um papel importante na absorção de cálcio e fósforo pelo organismo. Alguns estudos sugerem que a falta desta vitamina contribui para a perda de força muscular e rapidez de movimentos. A fraqueza muscular dá origem a quedas e consequentes fraturas.


A falta de vitamina D, muito observada em idosos, pode levar a fraqueza muscular e dar assim origem a quedas e fraturas perigosas.



A suplementação ajuda a repor os níveis de vitamina D, a melhorar a estabilidade corporal e o equilíbrio, reduzindo os riscos de queda no idoso. O controlo dos níveis de vitamina D é, por isso, uma preocupação a ter em conta. Fale com o médico assistente do seu familiar idoso e veja que tipo de suplementação é a mais adequada para o seu caso.



5 - Promoção de uma rotina saudável


​Ter um estilo de vida ativo é mais um fator que influencia a ocorrência de eventos como as quedas. A prática de exercício físico evita a perda de massa muscular, ajuda a manter a oxigenação do sangue, a flexibilidade e o equilíbrio. Todos estes são atributos importantes para prevenir acidentes nesta fase da vida.


Atividades regulares evitam alterações físicas que potenciam quedas, ao mesmo tempo que uma alimentação regrada repõe nutrientes e vitaminas necessários para fortalecimento do corpo do idoso.



Ao mesmo tempo, um regime alimentar variado e que contenha os nutrientes essenciais contribui para o fortalecimento dos ossos e músculos. A ingestão de água evita fenómenos de desidratação, muitas vezes associados a tonturas, astenia e hipotensão. Somos o que comemos, e também as rotinas com que comemos. Uma rotina de refeições, em que o idoso não passa muito tempo sem ingerir água ou alimentos, pode ser quase mais importante que a variedade da sua alimentação.



​Uma queda raramente vem só: previna!


Ao conhecerem melhor os fatores de risco, os cuidadores podem criar condições ambientais mais seguras e adequadas à mobilidade do idoso. A primeira queda, e a forma como lida com ela, é fundamental! Deve sempre ter em contar que o idoso que sofreu uma queda pode desenvolver síndrome pós queda e passar a ter medo que o evento se repita, condicionando o seu dia-a-dia. 


Este estado de insegurança e ansiedade conduz, muitas vezes, à perda de autonomia na execução de tarefas, e consequente dependência dos cuidadores. A falta de confiança em si próprio pode resultar, ainda, numa diminuição das suas interações e atividades sociais, favorecendo o seu isolamento.



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