Férias de verão: não esqueça o seu familiar idoso

Por Sónia Domingues , 13 de Junho de 2022 Idosos


Com o aproximar das férias de verão, as famílias começam a marcar o merecido descanso nos seus destinos favoritos. Mas quando existe um membro idoso integrado no núcleo familiar, as pessoas enfrentam um dilema complexo: Levar ou não o idoso para férias? Para alguns pretensos moralistas, a resposta é simples e afirmativa, mas quem vive esta realidade sabe das dificuldades concretas que podem resultar daí. Neste artigo vamos destrinçar os cuidados a ter com os idosos em férias e também outras soluções que podem vir de encontro aos anseios do idoso e da família.



Levar ou não o seu familiar idoso?


Por vezes, as famílias tomam a decisão de levar o idoso de férias, porque pensam que não vai trazer consequências para a saúde dele e acreditam que, em termos éticos, seria reprovável não o levar. Mas essa temática não é tão linear quanto parece à primeira vista. Existem muitas questões a ter em conta na hora de tomar uma decisão ponderada. Escolher um destino que seja apropriado para os idosos exige alguma atenção. Terá de ter um hospital acessível, e não pode representar um esforço físico excessivo para o idoso. Por outro lado, um local que regista temperaturas escaldantes também pode ser perigoso para os idosos, cujo risco de desidratação é maior.


A decisão a tomar terá de ser debatida entre o idoso e a família, e depende sempre do destino de férias e das suas condições.



A questão da segurança também é vital, tanto na habitação, que deverá ter as mínimas condições e não ter obstáculos que façam o idoso tropeçar, como também na rua, em que o idoso poderá confundir-se e desorientar-se. O idoso também poderá não querer  ir de férias, por ser cansativo, sair das rotinas dele ou por ter receio de cair ou perder-se. Estas e outras questões podem motivar a decisão da família de não levar o idoso de férias. Mas se a decisão de todos for levar o idoso, terão de ser tidos em conta alguns cuidados elementares.



Cuidados a ter, caso leve um idoso consigo nas férias


Levar o familiar idoso de férias implica ter em atenção alguns cuidados elementares, para que o período de descanso não se transforme num mar de transtornos. O planeamento da viagem terá de ser feito tendo em conta as condições físicas e cognitivas do idoso, de modo a que a viagem seja aprazível e segura. 


Escolher um destino de férias adequado

Desde logo a escolha do destino terá de ser ponderada, conforme a distância, para que não seja uma viagem demasiado cansativa. Locais em que as temperaturas são extremas também não são adequadas para idosos, que sentem o frio e o calor com mais intensidade. Diga também ao médico de família qual é o destino de férias, uma vez que alguns medicamentos, nomeadamente antibióticos, medicação cardíaca e para a diabetes, por vezes não são indicados para quem quiser fazer uma exposição prolongada ao sol.

O local onde a família vai ficar alojada deverá ser escrutinado em matéria de segurança e possíveis obstáculos, conforme a condição do idoso. O mobiliário também deve ser adequado e a casa de banho deverá conter barras de segurança.



Levar todos os produtos e medicação imprescindíveis

O acondicionamento da medicação necessária do idoso para a totalidade das férias deverá estar no topo das prioridades da família, assim como cremes hidratantes, medicação S.O.S. e o contacto do médico de família ou assistente do idoso. Na bagagem, em caso de um destino de sol, o idoso deverá levar sapatos confortáveis com solas rígidas, que não aquecem em demasia, chapéus e óculos de sol, roupa confortável, fresca mas com manga comprida, e cremes solares com um grau alto de proteção. 

A hidratação da pele é muito importante, porque à medida que o idoso vai envelhecendo a epiderme vai perdendo a densidade e a capacidade de reter a água. Se a pele ficar demasiado ressequida, corre o risco de gretar e causar feridas dolorosas que demoram a curar. 



Manter alguns cuidados e rotinas durante as férias

O idoso não deve entrar em contacto com uma superfície demasiado quente, como bancos de carro em pele, corrimãos em ferro ou mosaico onde caminha descalço.  A família também deverá estar atenta a que o idoso se mantenha hidratado e consuma água várias vezes ao dia. Os idosos não sentem muita sede, por isso muitas vezes não se lembram de beber água, causando desidratação. Estas ocorrências são muito comuns, principalmente se for num local muito quente, e podem causar tonturas, fadiga e em casos mais acentuados pode causar desmaios, vómitos e diarreia, desorientação e batimento cardíaco acelerado. 

As refeições devem ser regulares e feitas várias vezes ao dia, porque o idoso muitas vezes tem de tomar medicação junto com os alimentos. Também se as refeições forem feitas a horas incertas, o idoso pode ficar com a glicemia desregulada. 



Assegurar o acompanhamento constante do idoso

Por fim, a família não deve, em circunstância alguma, deixar o idoso sozinho. Este ponto é especialmente importante se o idoso sofre de alguma doença do foro cognitivo. Estando num local diferente, não familiar, e sujeito a alterações de temperatura, o idoso corre o risco de se desorientar. Mesmo que não tenha qualquer problema mental, a probabilidade de se perder numa zona que desconhece aumenta exponencialmente. Não quererá lidar nas suas férias com um idoso desorientado e sozinho, num local turístico desconhecido.
Pelos cuidados que se devem ter, a família poderá ponderar a contratação de um cuidador, para cuidar o idoso no local de férias. Caso o idoso já seja acompanhado por um cuidador, poderá ser ponderada a deslocação do cuidador, caso esteja disponível, para o destino de férias, de modo a proporcionar a toda a família o merecido descanso.


Soluções para um idoso que não vai de férias com a família


Existem algumas soluções para responder às famílias que não levam o idoso para o período de férias. A família deverá ponderar bem qual o expediente que melhor satisfaz as suas necessidades.


Contratar um cuidador em particular

A contratação de um cuidador pode ser uma possibilidade, mas não será fácil encontrar uma pessoa disponível para exercer essas funções por um curto espaço de tempo. Depois há que considerar a segurança do idoso e dos seus pertences. A família deverá solicitar referências de anteriores empregadores caso opte por um cuidador em particular. O ideal é que este cuidador faça um período experimental, antes das férias da família, para assegurar que é uma boa escolha para o idoso durante este período.



Inscrever o idoso num centro de dia

Dependendo do grau de dependência do idoso, uma opção poderá ser a inscrição num centro de dia. Se o idoso é independente física e mentalmente ágil, poderá passar o dia no centro de dia, fazendo as suas refeições e ocupando o seu tempo, e pernoitar na sua habitação, como habitualmente. Terá de ser feito um esforço de contacto mais regular, para assegurar que tudo está a correr bem. O idoso deverá ter à mão um contacto direto em caso de emergência. A família também deverá ter alguém disponível para assistência ao idoso, em caso de necessidade, durante o período de ausência. Depende sempre da disponibilidade de vagas no centro de dia, e da boa adaptação do idoso.



Contactar um serviço de apoio domiciliário

Também existem soluções de apoio domiciliário que podem ser contratadas. Caso o idoso seja mentalmente e fisicamente hábil e não constitua um risco ele ficar sozinho, esta poderá ser uma solução viável. Existem empresas especializadas e centros sociais que providenciam o apoio domiciliário, em que auxiliam o idoso na sua higiene, tratam da roupa e casa e  acautelam as refeições. Habitualmente este tipo de serviço é feito num período de tempo muito curto uma vez ao dia, depois o idoso fica sozinho.



Optar por uma estadia temporária em lar de idosos

A solução mais segura será integrar o idoso numa residência sénior ou lar de idosos. Muitas instituições permitem uma estadia curta, proporcionando todas as condições de segurança, conforto e companhia e os cuidados de saúde que são apropriados. O alojamento temporário num lar de idosos, muitas vezes, tem a capacidade de reverter conceitos depreciativos em relação a estas estruturas. Ficando por um breve período de tempo no lar de idosos de qualidade, o idoso pode vivenciar os cuidados de saúde, higiene e alimentação proporcionados pelo lar. Neste espaço, pode também apreciar  a companhia dos restantes moradores, também idosos, e fazer atividades socializadoras e apropriadas à sua condição física e mental. Também pode facilitar uma adaptação futura ao ambiente do lar de idosos.



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