Fazer amigos numa residência sénior

Por Susana Pedro , 07 de Março de 2019 Envelhecimento


​A solidão é um dos estados de espírito mais experienciados pela população sénior. Este sentimento pode derivar da sua perda de intervenção ativa na família, no âmbito da sua profissão e até dentro da sua comunidade.

Com a solidão chegam a falta de afeto, a ausência de atenção por parte do Outro e a sensação de desamor e esquecimento. Confrontado com o seu envelhecimento e instigada naturalmente a reflexão sobre a morte ao ser confrontado com a proximidade desta, a solidão ganha ainda mais relevância podendo levar às chamadas “noites escuras da alma” ou a estados depressivos.

Integrando uma sociedade cada vez mais envelhecida, os idosos sofrem o impacto de todas as mutações ao nível das relações laborais, provenientes de um modelo económico capitalista, e do gradual decréscimo no que diz respeito à estrutura familiar, algo intimamente relacionado com a baixa de natalidade, e que limita em muito a rede de apoio com a qual a pessoa idosa poderá contar. Por este motivo, os cuidados ao idoso foram transferidos da ação da família para o Estado.



Combate à solidão nas residências sénior

Ingressar numa residência sénior pode ser uma estratégia excelente para se reduzir o sentimento de solidão na pessoa idosa.

Porque as residências seniores acolhem e dinamizam projetos de intervenção e animação social, os idosos podem usufruir da possibilidade de travarem novas amizades e conhecimentos ao mesmo tempo que participam em festividades, passeios ou qualquer outro tipo de atividades que lhes tragam esse conforto emocional de que tanto necessitam.

Assim, as atividades que decorrem nas residências sénior afirmam-se como um meio privilegiado no combate à exclusão social, solidão e sentimentos depressivos que daí possam advir, ao mesmo tempo que ajudam a pessoa idosa a reposicionar-se de uma forma ativa no seio da sua nova comunidade. Estas atividades podem espraiar-se por diferentes domínios: a atividade física, os passeios, o assinalar de festividades importantes, a música, celebrações religiosas, entre outras.

Parece notar-se uma clara correlação entre o dinamismo ao nível das atividades e a predisposição do idoso em sentir-se mais satisfeito com a vida e, claro, a sentir-se menos isolado e só.

A Animação social, no contexto das residências seniores, vai, assim, impulsionar qualitativamente a vida dos residentes ao potenciar os estímulos mentais e físicos e ao reforçar os laços afetivos entre estes.



Viver entre amigos 

A entrada numa residência sénior pode, sem dúvida, trazer alguma acalmia ao sentimento de solidão do idoso. Beneficiando do apoio por parte dos colaboradores da instituição, o idoso pode, ainda, usufruir da companhia dos outros residentes e, desse modo, tecer novas formas de agir em comunidade, e de, no fundo, se sentir novamente integrado numa.

​A par disto, a convivência diária estimula-o não só psicologicamente mas potencia também a criação de laços de amizade que em muito contribuirão para lhe devolver alguma da esperança para com a vida que a certa altura naturalmente ter perdido. A troca de experiências, histórias de vida e a descoberta de interesses em comum propiciam a aproximação entre os idosos e a formação de amizades tão importantes e salutares nesta fase das suas vidas.


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