Como tornar a sua casa amiga do idoso?

Por Leonor Atalaia , 18 de Novembro de 2019 Idosos


Quando pensamos na maneira como gostávamos de envelhecer, tendencialmente pensamos em permanecer na nossa casa, perto dos amigos de longa data e fazer as atividades diárias do costume. Para que isso aconteça, a sua habitação tem de ter as condições adequadas. Assim, para garantir um dia-a-dia mais facilitado ou mesmo para poder receber um familiar idoso em sua casa, é necessário tomar medidas para que a casa se torne mais amiga do idoso.



Estas medidas são muito importantes para tornar o ambiente mais acessível se o idoso tiver algum grau de dependência, problemas de visão e audição, mas são também medidas de prevenção da sua saúde e segurança, pois podem fazer a diferença entre a ocorrer uma queda ou não.


A situação ideal seria pensar a própria construção da habitação segundo um design inclusivo a longo prazo, tendo em conta o seu percurso de vida e as possíveis alterações que mais ou menos naturalmente irão ocorrer ao longo da mesma. Mas nem sempre é possível antecipar as situações na velhice, e saber como adaptar a sua casa pode melhorar em muito a sua qualidade de vida ou a do seu familiar idoso.

Adaptações a fazer


Liberte os espaços de circulação

Liberte o espaços de circulação e de estar de todos os móveis desnecessários ou vasos de plantas. Ter espaço para se movimentar é muito importante. Isto permite a passagem mais folgada de um andarilho ou cadeira de rodas, e permite que o idoso se desloque acompanhado do cuidador, sempre que necessário, sem empecilhos. Também por esta razão as portas devem ser mais largas e é conveniente usar maçanetas que sejam de fácil abertura, evitando as mais arredondadas.

Aproveite a dica para retirar os tapetes da casa, para que o seu familiar não corra o risco de tropeçar e cair. Tenha também atenção o comprimento das cortinas das janelas, e os fios elétricos soltos, pois devem estar devidamente presos à parede.



Cuidado com o piso escorregadio

Coloque piso ou fitas antiderrapantes, principalmente na cozinha e na casa de banho, onde o chão está frequentemente molhado. No chão de madeira, é essencial prender os tacos que possam estar soltos e não encerar o piso, pois torna o chão muito escorregadio e pode trazer problemas para o equilíbrio do idoso ou provocar uma queda. Prevenir é o melhor remédio!



Use o mobiliário e os objetos mais adequados

Dê preferência a mobiliário bem estável, com bordas arredondadas. Se os seus móveis tiverem um design mais reto com quinas pontiagudas, coloque protetores de quinas. 

Tal como os móveis, os eletrodomésticos também devem estar bem presos à parede ou ao chão.

As cadeiras muito baixas e a cama demasiado alta ou demasiado baixa são de evitar, pois irão dificultar que o idoso se sente e se levante sozinho. Para o ajudar nesta tarefa e melhorar a postura, coloque almofadas no cadeirão e sofá.

Os objetos mais usados no dia-a-dia devem estar guardados em locais de fácil acesso, como armários e gavetas ao nível da cintura.



Ilumine os espaços

A boa iluminação é essencial para a segurança do idoso, de noite e de dia. É preferível uma luz uniforme, que não crie sombras, pois as manchas podem ser confusas para quem tenha alguma dificuldade de visão.

É muito importante ter luz nas divisões em que realizar mais tarefas com minúcia, bem como nos percursos mais percorridos dia e noite.

Uma luz de presença no quarto, durante a noite, poderá ajudar o idoso a encontrar o interruptor em segurança, caso necessite de ir à casa de banho, por exemplo.



Use tons contrastantes

Mais do que a paleta de cores dos móveis ou na pintura da casa, o que importa é que haja contraste entre os objetos, o chão e as paredes. Além de tornar o casa mais acolhedora, melhora a noção de profundidade e ajuda a visualização e a identificação dos espaços.

Se o idoso tem dificuldades na visão, a escolha por superfícies mais claras é uma escolha amiga, pois irá facilitar a tarefa de encontrar e manusear objetos mais pequenos. O uso de texturas e tecidos ao longo da casa vai também facilitar a identificação das diferentes superfícies e zonas, sendo uma medida visual e tátil de orientação no espaço.



Elimine os ruídos

Os sons em casa ou na rua podem ser muito incomodativos, especialmente para as pessoas idosas com problemas de audição. O ruído de fundo piora a concentração e a percepção do idoso, dificulta o diálogo e pode mesmo impedir uma boa noite de sono. Privilegie sempre materiais que absorvam o som, como madeiras ou esponjas e evite os materiais metalizados e superfícies muito lisas.

Utilize também cortinados mais grossos, opacos e com textura, pois irão abafar os sons de dentro de casa e de fora, o que tornará a casa mais silenciosa e pacífica.



Adapte a casa de banho

A casa de banho deve ser ampla, para dar o espaço necessário para o uso, seja acompanhado de cuidador ou ao usar cadeira de rodas.

Coloque barras de suporte que irão dar apoio no momento do banho e no uso do vaso sanitário. O uso de elevador de vaso sanitário irá também auxiliá-lo na utilização e a levantar-se do assento.

Adaptar a zona de duche também é essencial. O ideal é que a casa de banho tenha um piso preparado, com zona de chão desnivelado (para o ralo). Assim, o idoso pode tomar banho sobre o piso da própria casa de banho, sentado numa cadeira de banho, e não terá barreiras ao entrar e sair da zona de duche. Caso não tenha possibilidade de adaptar o duche, use o chuveiro em vez da banheira.



Escolha um colchão firme

Se o idoso estiver numa situação de maior dependência, opte por um colchão anti-escaras, que fará com que não tenho de ser virado durante a noite. Isto permitirá uma noite mais tranquila para o idoso e para o cuidador. Caso ache adequado, use grades para evitar quedas noturnas.

Na mesa de cabeceira ficam os objetos mais usados, como óculos, medicamentos, telefone e evite o abajur. Opte por arandelas, pois são de fácil acesso e a forma mais segura de iluminar a zona da cama. 



Procure serviços de assistência em casa

Caso necessite de conversar, de um conselho, ou ocorra uma emergência, existem serviços de teleassistência ou de telessaúde, em que basta carregar num botão e entrará em contacto com a rede de apoio.

Na adesão a estes serviços é facultado um dispositivo portátil, que facilitará o contacto com a família, vizinhos e com as entidades (hospitais, INEM). Além disso, estes dispositivos estão dotados de sistema de localização, recebem lembretes de saúde e gestão de medicação e pode utilizá-los para registar os seus indicadores de saúde (glicémia, tensão arterial), o que permitirá o controlo e alerta imediato no caso de valores anormais.

O uso destes serviços em casa pode contribuir para a sua saúde e segurança.



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