Alzheimer, acolher e cuidar sem segredos

Por Ana Palma , 28 de Maio de 2019 Profissionais


Com o aumento da população envelhecida, chega-nos, também, o aumento dos casos de demência que, gradualmente, vêm afetando os idosos. A doença de Alzheimer afeta todas as dimensões da vida do idoso tornando-o gradualmente dependente dos cuidados que outrem lhe possa prestar.



A doença de Alzheimer


​Sendo uma doença degenerativa e incapacitante, física, social e cognitivamente, é necessário que as instituições consigam responder de forma efetiva a esta população. A par da melhoria na oferta providenciada por Lares de Idosos, Centro de Dia e Instituições afins, é necessário legislar neste sentido, de forma a responder mais eficazmente à demanda da necessidade de assegurar cuidados especializados que tragam algum tipo de conforto aos portadores da Doença de Alzheimer.

Por este motivo, é necessário que as Instituições consigam promover a qualidade de vida destes idosos e garantir-lhes um acompanhamento constante. Convirá não esquecer que esta doença é a mais prevalecente entre a população idosa ocidental contemporânea e cuja tendência é crescente. Daqui a necessidade resultante de as sociedades acompanharem esta evolução no sentido de garantirem a existência de Instituições que garantam a dignidade destes seniores.

​Temos vindo a analisar que a família contemporânea já não tem os mecanismos de outrora que lhes permitam cuidar condignamente dos seus idosos. Ora, esta situação vem dar um relevo ainda mais acentuado à importância dos Lares de Idosos se assumirem como o reduto do cuidado para com esta população e se substituírem à família no que aos cuidados diários diz respeito. Neste sentido, é indubitavelmente necessário perceber a importância de os Lares de Idosos estarem devidamente adaptados à receção dos Doentes de Alzheimer.



A importância do bem tratar


Os Lares de Idosos devem ser tão acolhedores quanto possível.  Não devemos descuidar a ideia e a realidade de que estes idosos irão abandonar o seio da sua família e ingressar numa Instituição. Isto pode provocar alguma desorientação psicológica e espacial, pelo que o ambiente vivenciado na Instituição de acolhimento deve ser o de cuidar o mais empaticamente possível, acolher de modo preocupado e consciente das limitações de um doente com exigências especiais.

Para que esta ligação empática por parte dos profissionais das Instituições se possa originar, é necessário que estes tenham um conhecimento mais aprofundado em relação à Doença de Alzheimer, em relação às contingências cognitivas que desenvolveram, à perda da dimensão espacial e ao nível de incapacidade física que esta doença poderá originar, de forma a conseguirem adequar da melhor maneira os cuidados que podem e devem providenciar.


A instigação ao diálogo com os idosos, aos exercícios diários de estimulação cognitiva, à escuta ativa e interessada, podem auxiliar, de algum modo, o bem-estar destes doentes.


Envolvimento empático e humano por parte dos cuidadores

Estes aspetos, que pressupõem um envolvimento empático e humano por parte dos cuidadores, criam deste modo uma relação de confiança e conforto emocional para com o idoso portador da doença de Alzheimer, que pode lhe poderá trazer vantagens inegáveis. O modo como os técnicos ou auxiliares comunicam com estes idosos é bastante importante, pois, embora deva ser feito assertivamente, não deverá ter um tom imperativo que possa parecer contrariá-los.

A comunicação entre os vários profissionais dos Lares de Idosos pode trazer uma compreensão holística e com melhores resultados no que respeita à manutenção da dignidade e qualidade de vida destes doentes, pois permite uma compreensão mais ampla sobre ações e resultados.



​Interação social enquanto busca pelo estímulo cognitivo

O convívio deve ser muito impulsionado, motivando interação social enquanto busca pelo estímulo cognitivo. Assim, o espaço de sociabilidade deve ser mantido e estimulado. Tal pode ser conseguido nos Lares de Idosos se for potenciada a utilização dinâmica de um espaço social comum e em que se assistam a atividades que favoreçam a sociabilização e o estímulo psico-motor.

Deste modo, e para que os Lares de Idosos consigam responder eficazmente a estes pacientes, é importante que os cuidadores formais recebam a formação necessária para lidar positivamente com as exigências típicas destes idosos. Para além disto, as Instituições devem promover o diálogo multidisciplinar com vista a conseguir adequar melhor as suas atividades e terapêutica. Em concomitância, devem ser realizadas atividades que estimulem cognitiva e fisicamente estes doentes, promovendo a participação num espaço social.​



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