10 Sinais de Alarme – Como diagnosticar precocemente Alzheimer?

Por Susana Pedro , 08 de Janeiro de 2019 Demência


Um dos grandes receios de quem envelhece é a perda gradual de autonomia, que pode, em muitos casos, chegar acompanhada pela demência. Assim, a demência passa a operar na vida do idoso, limitando-o gradualmente ao nível das atividades diárias.

Quando falamos em demência, convirá ter claro que mais de metade dos diagnósticos desta doença se referem à doença de Alzheimer.



​A Doença de Alzheimer

Faz sentido, portanto, perceber quais os sintomas primários de modo a podermos detectar mais precocemente a presença da doença de Alzheimer. Ainda que se trate, por enquanto, de uma doença irreversível, convirá estarmos atentos aos primeiros sintomas e percebermos que esta doença que, por actuar ao nível do cérebro, impele a que este não se comporte da maneira normal.

É comum, por vezes, num tom um pouco jocoso, brincarmos com esta doença, quando, por exemplo, nos esquecemos de algo ou não percepcionamos o que, no final, seria tão evidente. Contudo, os portadores da doença de Alzheimer experimentam alterações estruturais ao nível da memória e uma espécie de confusão mental e espacial que, sem dúvida, irá influir nos pilares estruturantes da sua vivência: o desempenho cognitivo e a capacidade para encontrar soluções, a independência ao nível das atividades do dia-a-dia e as relações sociais.

Desenvolvendo-se ao longo de vários anos, a doença de Alzheimer conhece vários estádios ou níveis de desenvolvimento. Neste artigo, procuraremos perceber quais os sintomas a reconhecer no primeiro estádio ou fase inicial.



A que sintomas devemos estar atentos de modo a diagnosticar precocemente a doença de Alzheimer?


1 – Perda de Memória

Este é, sem dúvida, um dos sinais mais pontuais e reconhecidos da doença de Alzheimer. Esta perda de memória caracteriza-se pelo esquecimento de eventos marcantes e datas importantes, ou por perguntas recorrentes. Esta perda de memória difere da outra que experimentamos ocasionalmente ao nos esquecermos temporariamente de algo.


2 – Dificuldades ao nível da linguagem e comunicação, falada ou escrita

Caracteriza-se por um hiato que interrompe abruptamente o fluxo de um raciocínio, seja falado ou escrito e que leva a que a conversa não possa continuar ou que, continuando, possa ser com imprecisões. Isto é diferente da situação de não conseguirmos encontrar a palavra mais correta para nos expressarmos.


3 – Dificuldades em realizar tarefas do quotidiano

Isto poderá ser bastante notado ao nível da alimentação, quando o doente toma duas vezes a mesma refeição, por exemplo, ao não se lembrar de a ter tomado anteriormente, ou quando o idoso salta uma refeição por não se recordar da necessidade de a tomar. 


4 – A incapacidade ou dificuldade de encontrar soluções para problemas

A impossibilidade ou o aumento da dificuldade na gestão de um orçamento ou de conseguir planear algo antecipadamente, assim como de resolver uma tarefa normal. Isto é diferente de errar ocasionalmente.


5 – Desorientação espacial e temporal

O paciente de Alzheimer pode perder-se com extrema facilidade por se achar confuso mentalmente. Pode, ainda, perder a noção do tempo presente. Esquecermo-nos ou confundirmos o dia da semana em que estamos, por exemplo, é uma outra situação e acontece-nos ocasionalmente.


6 – Diminuição da percepção do espaço e da imagética

Esta situação é diferente de problemas ao nível da visão, como cataratas, podendo caracterizar-se pelo não reconhecimento da própria imagem no reflexo de um espelho ou a incapacidade de calcular efetivamente distâncias e profundidades.


7 – Perda sistemática de coisas/objetos

Os doentes de Alzheimer podem perder sistematicamente coisas ou objectos por não se recordarem onde os guardaram, tendo-os guardado em locais desadequados. Isto não é o mesmo que por vezes esquecer onde colocou os óculos ou o comando da televisão.


8 – Comprometimento da vida social

A falta de concentração faz com que estes doentes não sejam capazes de concluir ou conduzir eficazmente uma tarefa de cariz social ou deixem de se envolver em actividades ou projectos. Esta situação é diferente de não ter, uma vez por outra, a vontade de sair ou conviver.


9 – Diminuição ao nível do discernimento

É muito comum ver o doente de Alzheimer vestido com roupas do avesso ou com peças desadequadas e não percepcionar que o fez. Estar doente e não perceber, ou seja, com o Alzheimer chega a incapacidade de julgar eficazmente uma situação.


10 – Alterações ao nível do humor

O doente de Alzheimer pode sentir-se confuso com a realidade que percepciona e isso, indubitavelmente, influi nos seus níveis de ansiedade, tornando-o facilmente irritado e impaciente para com os outros.​



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