O que vai mudar com a vacinação dos idosos em lares?

Por Susana Pedro , 05 de Janeiro de 2021 Notícias


O ano de 2021 começa da melhor maneira para os idosos institucionalizados, que a partir de 4 de Janeiro começaram a ser vacinados contra a Covid-19. 


O início da administração de vacinas a idosos e profissionais dos lares e das unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados é a primeira grande notícia do ano, que começa sob a égide da esperança e da confiança no futuro.



As vacinas marcam o início do tão esperado regresso à normalidade, sem que se abandonem as medidas de higiene e segurança já implementadas.



O grupo de trabalho constituído para a elaboração do plano de vacinação projeta que os lares terão proteção total em meados de fevereiro, embora o processo esteja dependente do cumprimento dos prazos de entrega por parte da farmacêutica Pfizer-BioNTech.


A inclusão dos lares de idosos na primeira fase de administração de vacinas é o reconhecimento da importância que estas instituições têm.



Simbolicamente, seria significativo que a população dos lares estivesse toda vacinada até aos inícios do mês de Março, cerca de um ano depois de a Covid-19 ter alterado drasticamente o quotidiano destas instituições, que foram obrigadas a fechar-se sobre si próprias e a isolar os idosos do mundo exterior.


Espera-se que, no final de Janeiro, 75% dos idosos e auxiliares em lares estejam vacinados contra a Covid-19.



Nada foi tão desejado ao longo de 2020 como a vacina contra a Covid-19 e finalmente existem razões para acreditar num progressivo regresso à normalidade nos lares para idosos. A vacina da esperança é também a vacina da confiança, que vai reforçar a crença de que os lares são lugares seguros para os idosos, mesmo em tempos de pandemia.




Qual é a vacina que vai ser administrada nos lares?

 

Embora a União Europeia tenha celebrado seis contratos com diferentes empresas farmacêuticas, atualmente apenas uma delas foi aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA): a da Pfizer-BioNTech. No início de 2021, espera-se a aprovação da vacina da AstraZeneca e da Moderna. 



Os idosos e os funcionários dos lares vão ser inoculados com a vacina da Pfizer, a única que até agora foi aprovada pela EMA.


A grande desvantagem apontada a esta vacina (o facto de ter que ser armazenada a temperaturas baixíssimas, que rondam os 80ºC negativos) não é uma questão relevante para os lares e outras instituições de apoio a idosos. É o SNS que assegura o processo de descongelamento e distribuição das vacinas. Uma vez aberta a caixa, o prazo de validade é de quatro a cinco dias.



Vantagens das vacinas:

  • Prevenção da infeção;
  • Redução da quantidade de vírus produzido pelo organismo do idoso em caso de infeção;
  • Redução da ocorrência de formas mais graves da doença;
  • Redução da probabilidade de transmissão do vírus dentro do próprio lar;
  • Em última análise, a contribuição para a imunidade de grupo de toda a comunidade, que quanto maior for, maior é a proteção dos idosos que ainda não foram vacinados ou cujos sistemas imunitários são muito vulneráveis.



Podemos afirmar que a vacinação de idosos em lares e dos profissionais que deles cuidam vai gerar segurança e conferir um grau de esperança mais realista quanto ao regresso à normalidade, no que se refere a novas admissões e à frequência e duração das visitas aos idosos.



Onde começam as vacinas?
 

Não é possível iniciar o processo de vacinação em todos os lares, ao mesmo tempo, pelo que foi necessário estabelecer prioridades.


A vacinação vai ter início nos lares que pertencem aos concelhos que estão em nível de risco extremamente elevado Covid-19.



Para esta primeira fase com início a 4 de janeiro, foram selecionados 25 concelhos em risco extremo e identificadas 150 estruturas. Mais concretamente, estes lares pertencem a 11 concelhos na região Norte, cinco na região Centro, um na região de Lisboa e Vale do Tejo e oito na região do Alentejo.


Vai ser dada prioridade às instituições de maiores dimensões e com grande densidade populacional.



Sabe-se ainda que os lares onde existem surtos ativos de doença ficam automaticamente excluídos do processo de vacinação, até que a situação esteja resolvida.



Como são feitas as vacinas nos lares?


A vacinação é feita por equipas móveis que se deslocam aos lares, caso estes não tenham entre os seus colaboradores profissionais de enfermagem. Na ausência de pessoal médico especializado, a equipa móvel deve ser acompanhada por uma viatura de apoio para o caso de surgirem alergias ou outras reações adversas graves nos 30 minutos seguintes à aplicação da vacina.


O idoso vai ter duas vacinas, pois é necessária a aplicação de uma segunda dose, 21 dias após a primeira.



Como já referimos, os lares não vão ser vacinados em simultâneo, mas podemos avançar que várias instituições parceiras do Lares Online já foram contactadas pelas as autoridades de saúde, que estão a fazer o levantamento do número de utentes e profissionais a vacinar. Isto significa que este é um processo dinâmico e progressivo. Espera-se que em pouco mais de dois meses todos os idosos institucionalizados sejam imunizados contra a Covid-19. 



Vacinas podem ser obrigatórias nos lares


Está para breve a emissão de uma norma da DGS sobre a vacinação em lares de idosos, que se espera que contenha algumas recomendações no que se refere às novas admissões no período pós-vacinação. A Covid-19 provocou uma diminuição das novas admissões em lar, ainda que estas instituições tenham continuado a desempenhar um papel muito importante em tempos de pandemia


Depois de terminadas as vacinas nos residentes em lares, é previsível que todos os idosos admitidos posteriormente tenham de estar vacinados.



Presume-se que, nalguns casos, ainda poderá vigorar a quarentena obrigatória e teste negativo para novas admissões de idosos que não consigam ser vacinados até à data de entrada em lar. O ideal, nesta altura, será contatar o centro de saúde da sua área de residência.



As vacinas vão permitir o fim das limitações das visitas?


A vacinação não vai fazer com que de repente tudo volte a ser o que era antes. Vai ser necessário continuar a cumprir as regras básicas de proteção até que se atinja em Portugal um nível de imunidade de grupo que permita o regresso ao normal. Para já, é provável que um lar onde todos os idosos residentes e profissionais estão vacinados continue a impor restrições às visitas e ao modo como elas são organizadas. 


À medida que as vacinas forem sendo dadas, aumenta a probabilidade de se quebrar o distanciamento físico entre idosos e familiares, mas ainda não há certezas.



O que sabemos com alguma certeza é que não deve haver um relaxamento das medidas de segurança básicas: utilização de máscara, lavagem e desinfeção frequente das mãos e distanciamento social sempre que se justifique. Familiares e idosos estão ansiosos por retomar o contato físico, de dar abraços e beijinhos e de sentir o calor de mãos que se tocam.

​Para já, pede-se um pouco de paciência até que volte a ser novamente seguro estar com o seu familiar idoso sem quaisquer impedimentos.

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