Lar ou apoio domiciliário: qual a solução mais económica?

Por Joana Marques , 10 de Fevereiro de 2021 Dependência


Os lares de idosos e os serviços de apoio domiciliário são as respostas sociais mais procuradas, quando se começa a tornar evidente a situação de dependência do idoso e a sua incapacidade de desempenhar sozinho as atividades do dia-a-dia.


A questão financeira é das que mais preocupa idosos e famílias quando é necessário optar por um lar ou apoio domiciliário.



Existe a ideia generalizada de que é mais barato recorrer ao apoio domiciliário do que optar por um lar ou residência. Será mesmo assim? Leia o nosso artigo e descubra quais são as variáveis que podem alterar esta equação e qual é financeiramente a melhor escolha para o seu familiar idoso.


Qual é a melhor solução?


Idealmente, a melhor opção é aquela que mais agrada ao idoso e que melhor se adapta ao tipo de apoio que ele tem da família próxima ou amigos chegados (regular, esporádico ou nenhum).


O valor da mensalidade obviamente limita a escolha de apoio, mas é importante perceber qual é a solução que garante melhor qualidade de vida.



Não existem soluções perfeitas, porque tanto a ida para um lar de idosos como o apoio domiciliário têm vantagens e desvantagens. Tendencialmente, o principal critério para a escolha entre um lar e o apoio domiciliário é o valor mensal a pagar.

É claro que podemos argumentar que existem critérios mais importantes do que o financeiro, mas de facto o valor médio das reformas dos idosos e o montante que as famílias podem dispensar para os ajudar podem limitar o tipo de solução escolhida e a qualidade dos serviços.


Por vezes, a ida para um lar pode ser a solução mais adequada e até a mais económica!



O apoio em casa pode ser uma opção viável enquanto o idoso mantém alguma autonomia e só precisa de ajuda para a execução das tarefas do dia-a-dia. A partir de determinado nível de dependência, no entanto, pode acabar por se revelar mais barato optar pelo pacote mais completo que o lar oferece a nível de serviços e satisfação de necessidades.
 


Como ponderar os custos reais?

 
Os custos vão variar consoante o tipo de cuidados necessários que, por sua vez, variam consoante as necessidades físicas e cognitivas do seu familiar idoso. O apoio domiciliário pode ser realmente uma solução mais económica se os serviços incluídos são suficientes para a manter a qualidade de vida do idoso. 


Os lares incluem serviços que não estão contemplados no apoio domiciliário, especialmente no que se refere a cuidados médicos e apoio durante 24 horas.



À medida que os problemas de saúde se vão agravando, começam a surgir outras necessidades e a ser necessários outros serviços que estão incluídos num lar mas que têm que ser pagos à parte no apoio domiciliário. É possível manter o idoso na sua casa, um ambiente familiar e confortável, e garantir que ele tenha acesso a todos os cuidados de que necessita. Mas esta pode não ser a opção mais barata a longo prazo.


No caso do apoio domiciliário, existem muitos serviços que acabam por ser extras, pagos à parte, e podem acumular até valores elevados.



O ideal é que a família e o idoso (se tiver na posse das suas faculdades) decidam em conjunto qual a solução mais apelativa a nível financeiro, sem tirar da equação o que é mais adequado e seguro.


Serviços-base incluídos em cada valência

Ambas as soluções contemplam outros serviços extra, como os cuidados com a imagem (manicure, cabeleireiro e barbeiro) e o transporte para consultas ou para outras atividades que exigem a deslocação do idoso à rua. 


Além disso, com apoio domiciliário ainda tem de pagar todas as outras despesas inerentes à casa (renda, limpeza e manutenção).



A mensalidade de um lar, especialmente os mais luxuosos, pode ser mais cara do que optar pelo apoio domiciliário, mas é preciso ter em consideração outros custos fixos que deixam de existir quando o idoso vai para um lar de idosos. 


A vivência numa casa implica o pagamento de renda, condomínio e seguros, mas também outros serviços que pesam na fatura mensal do idoso: serviços de manutenção e pequenos arranjos, empregada doméstica (cujas tarefas não são equivalentes às do profissional que presta o apoio ao domicílio), eletricidade, gás, água e acesso à internet  e serviços de televisão, entre outros.



Afinal qual é a solução mais económica?


A resposta a esta questão depende do nível de cuidados e do número de horas de apoio domiciliário de que o idoso necessita. Os valores também podem variar consoante a área geográfica (lares e apoio domiciliário são mais caros nos grandes centros urbanos) e o nível de dependência do idoso (uma pessoa acamada ou com demência exige sempre mais dedicação e trabalho).


Em 2020, o valor médio de admissão em lar foi de 1210€/mês e inclui cuidados 24/7, independentemente do grau de dependência do idoso.



O apoio domiciliário só é efetivamente uma solução mais barata se o idoso não precisar mais do que 4 horas de apoio por dia e se esse apoio é dado todos os dias ou apenas nos dias úteis. Em média, 4 horas por dia durante a semana podem custar 600€, mas os valores sobem para os 900€ se forem incluídos os fins-de-semana e feriados. Além disso, estes preços não incluem apoio noturno ou apoio 24 horas, cujo valor também varia consoante o idoso é autónomo ou independente.


Para apoio domiciliário todos os dias, o custo médio é de 900€/mês, para apoio 4h/dia (sendo que a este valor somam todos os extras).



É claro que o idoso e a família têm a palavra final no que se refere à solução escolhida, mas não parta do princípio de que o apoio domiciliário é sempre a opção melhor e mais barata. Por muito que o idoso se sinta mais confortável em casa, a ida para um lar não tem que ser uma experiência traumática e a longo prazo contribui para um aumento da melhoria da qualidade de vida devido aos constantes estímulos sociais e cognitivos, mas também o acesso a cuidados de saúde personalizados e em permanência.


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