O Conforto dos Avós: na Lares Online e quase sempre lotada, desde 2013

Por Sónia Domingues , 23 de Setembro de 2022 Lares e Residências


Localizada em Azeitão, a Residência Geriátrica O Conforto dos Avós destaca-se pelos amplos jardins que rodeiam as instalações, evidenciando o propósito com que foi construída: promover uma vida de conforto aos idosos, fomentando o contacto com a natureza e o exterior. Sílvia Carambola é a diretora geral que está por trás deste conceito, que inicialmente tinha como propósito ser o destino de idosos mais independentes, que pudessem apreciar as acomodações luxuosas e os vastos jardins.



Uma residência geriátrica envolta em natureza 


Uma residência térrea, com espaço exterior e muito foco na autonomia dos residentes. Mas, apercebendo-se de uma lacuna que existia no acolhimento de idosos com demências várias, O Conforto dos Avós especializou-se no cuidado a estes idosos, com especial enfoque para a doença de Alzheimer. Hoje em dia, a residência sénior está de portas abertas para os idosos mais independentes e os que estão cativos pela demência, providenciando cuidados diferenciados para os diferentes grupos.


Qual é a razão do sucesso da residência O Conforto dos Avós?

Sílvia Carambola - O facto de as pessoas poderem respirar ar puro, estar ao pé da serra, sentir que não estão presas num determinado sítio, é um dos motivos de sucesso, de facto. Os idosos que vivem na residência sénior podem respirar profundamente, e estar à vontade.



Quais são os principais destinatários da residência geriátrica?

Sílvia Carambola - Inicialmente, esta estrutura foi concebida para pessoas com mais autonomia, que pudessem usufruir de um local muito semelhante a um hotel, mas onde tivessem um apoio extra. Infelizmente, as demências estão em alta, são a doença do século. Começaram a surgir muitas situações e então decidimos especializar-nos nessa área. Passámos dos residentes autónomos para uma especialização na demência, depois de verificarmos que havia uma lacuna nessa área. Quando se entra numa instituição, hoje em dia, a maioria das pessoas tem demência, e quando se junta pessoas com demência e outras que não têm, tem de se ter algumas sensibilidades. A primeira coisa que fizemos foi criar um protocolo com a Alzheimer Portugal e criamos um gabinete para dar apoio às famílias sem qualquer custo. Ou seja, qualquer pessoa da comunidade pode vir ter connosco e nós ajudamos.​



Quais são os cuidados a ter com a pessoa que sofre de demência?

Sílvia Carambola - Temos que tratar as demências de uma forma diferente, tentando perceber a pessoa. É importante tentar não ensinar uma pessoa que já não vai conseguir aprender, procurar falar a mesma linguagem que ela, para que possa ter qualidade de vida.​



Como se faz a gestão de idosos com demência e idosos que estão mentalmente aptos?

Sílvia Carambola - Temos que separar as coisas, tratar as pessoas de uma forma condigna. Ou seja, se as pessoas estão bem, não têm que estar obrigatoriamente junto com pessoas que por infelicidade já não conseguem fazer uma vida tão boa. O segredo é separar um pouco as coisas, as atividades, os grupos.



Presente na Lares Online e quase sempre lotada, desde a abertura em 2013


​A Residência Geriátrica O Conforto dos Avós está presente na plataforma online desde a sua abertura, em 2013. Neste momento, a residência está lotada, tendo ocupadas todas as suas vagas.

Sílvia Carambola, diretora geral da Residência Geriátrica O Conforto dos Avós, em Azeitão

Reconhece a ação da Lares Online em defesa da imagem dos lares?

Sílvia Carambola - Vou acompanhando a Lares Online nas newsletters que nos vão enviando e também no Facebook. Noto um impacto muito positivo, não só na forma como abordam os temas e esclarecem as famílias, como os conselhos que nos dão (que pomos em prática no dia-a-dia) e a forma como mostram os lares, é muito positiva. Isto é muito necessário, para que as familias e os idosos mudem a perceção que têm dos lares, porque já existem estruturas muito boas, que fazem a diferença na terceira idade. Devem continuar a promover aquilo que de bom se faz nos lares portugueses. 

É muito positiva e necessária não só a forma como esclarecem as famílias, como os conselhos que nos dão (que pomos em prática no dia-a-dia) e a forma como mostram os lares.


Sílvia Carambola, diretora geral da Residência Geriátrica O Conforto dos Avós, em Azeitão



Em que contribui a Lares Online para o sucesso da sua instituição ou das instituições suas parceiras, em geral?

Sílvia Carambola - Eu acho que qualquer instituição que esteja ligada à Lares Online terá sempre uma visibilidade diferente, talvez também por isso, a minha instituição seja alvo de uma procura elevada. É uma plataforma que já tem um know how bastante interessante e espero que cresça mais ainda. Eu cá estarei certamente. 

Qualquer instituição ligada à Lares Online tem uma visibilidade diferente, talvez também por isso sejamos alvo de uma procura elevada. É uma plataforma com um grande know how.


Proximidade com as famílias e comunidade

Uma residência geriátrica deve estar enraizada na sua comunidade local. A Residência Geriátrica O Conforto dos Avós faz frequentemente várias atividades no exterior das suas instalações. Também convida as famílias a visitarem sempre que possam, em qualquer horário, os seus familiares idosos


As atividades que proporcionam aos residentes são diferenciadas?

Sílvia Carambola - Sim, têm que ser diferenciadas. Temos um animador sociocultural a tempo inteiro, de segunda a sexta. Animação uma hora por dia, três vezes por semana, não chega. Quando falamos em animação, as pessoas têm a tendência em pensar em atividades muito programadas, mas às vezes basta só conversar, pôr uma música, iniciar uma música e eles continuam a canção. Começamos todos a interagir e a fazer daquilo não uma atividade obrigatória mas sim uma coisa que sai espontaneamente e isso é que é o conceito de animação sociocultural. Também temos uma auxiliar que está designada só para ajudar o animador e assim dividem-se as atividades, pelas pessoas que têm mais lucidez e as que têm menos lucidez.



Como se processam as visitas das famílias?

Sílvia Carambola - Uma das características do Conforto dos Avós é deixar que as pessoas venham visitar o seu familiar ou amigo a qualquer hora. Se permitimos às pessoas entrarem aqui a qualquer hora, nós damos a conhecer a nossa dinâmica e isso deixa qualquer familiar muito mais tranquilo. Para além disso, consegue perceber de certa forma como esta estrutura funciona. Eu acredito que os lares não deveriam ter horários de visita, deviam ser abertos, ressalvando algumas regras. Mas o parente mais direto e importante para o idoso, não deveria estar limitado a um horário de visita. Eu acredito que ,desta forma, as pessoas ficavam mais confiantes no lar, porque neste momento, ainda não existe essa confiança. Há instituições que não deixam haver visitas na hora das refeições, mas porquê? Às vezes, até convido o familiar a provar a sopa do idoso, eu acho que a proximidade é muito importante. 



Também promovem saídas para o exterior?

Sílvia Carambola - Sim, de preferência duas a três vezes por semana. Por vezes é apenas beber um café à pastelaria, para os que querem ir. A saída pode ser apenas isto, porque nós quando estamos em casa, por vezes, também só fazemos isso. Aqui é a casa deles e vamos torná-la o mais natural possível, com as idas ao café e outras atividades que seriam naturais. É óbvio que também existem muitas outras atividades. Nós estamos ligados ao grupo «EnvelheSeres», da câmara municipal de Setúbal, que proporciona muitas idas ao cinema, ao teatro, e todas as festas que fazem para a comunidade, nós também vamos, como as Festas Populares, o Carnaval e outras.




O caminho a seguir no mercado dos lares


​Os lares em Portugal, muito em virtude da falta de apoios e de flexibilidade na legislação, estão a ficar obsoletos. Sílvia Carambola, há vinte e dois anos a trabalhar com idosos, sabe do que fala. Considera que apenas é possível proporcionar bons serviços com apoio e uma mudança de mentalidade de governantes e comunidade em geral.


Acredita que os lares direcionados a idosos autónomos é o futuro dos lares do século XXI?

Sílvia Carambola - Eu gostaria que isso fosse verdade num curto espaço de tempo. Porque, de facto, temos muitas pessoas em casa que estão a devastar as suas famílias. A demência do ente querido provoca um enorme desgaste físico e emocional. Quando temos um casal que está junto há várias décadas, esta situação é muito violenta, ter que os separar numa altura de grande fragilidade é complicado. Por que não ver estas estruturas de uma forma diferente? Em que as pessoas se mudassem antes, quando estivessem bem, para usufruir dos confortos e irem-se familiarizando com o lar?


Em Portugal será difícil mudar as estruturas?

Sílvia Carambola - A mentalidade portuguesa ainda tem que mudar muito, está muito agarrada à casa de família, às paredes. O lar ainda é visto como um local onde se vai mesmo no fim da vida. Se formos ver o exemplo de países do Norte da Europa, a perspetiva é totalmente diferente. Existem muitas pessoas idosas que vivem no lar, em estruturas que lhe proporciona todo o conforto, mas com liberdade e independência para saírem, viajar, fazerem excursões, mas os portugueses ainda têm uma mentalidade diferente. Mas as estruturas também têm que mudar algumas coisas. Os lares têm que dar flexibilidade às pessoas para se moverem com liberdade, e às vezes não é possível. Ao entrar nestas estruturas, por vezes existem uma série de regras, como horários a cumprir e não tem que ser assim. Se se proporcionar às pessoas uma liberdade maior, se calhar as pessoas já têm mais abertura para viverem num lar.



A questão financeira, as pensões dos portugueses, também são um entrave?

Sílvia Carambola - É um entrave muito grande, e o facto de a Segurança Social, e outros organismos, não darem uma ajuda na comparticipação de institucionalizações faz com que continuem a existir estruturas muito más, porque não se consegue dar qualidade de vida a uma pessoa a pagar quinhentos euros, é impossível. Qual é a qualidade de vida que essas pessoas podem ter? É uma luta.​ 

​Sílvia Carambola acredita que, sem o apoio do Estado, irão continuar a subsistir situações de lares e residências que não têm as mínimas condições para acolher os idosos. Para já, na moderna Residência Geriátrica O Conforto dos Avós, as pessoas encontram todas as comodidades e liberdade de movimentos de que necessitam para vivenciar uma terceira idade de qualidade.



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