Faltas de pessoal em lares: Soluções para um problema recorrente

Por Sónia Domingues , 03 de Janeiro de 2023 Profissionais


Num lar de idosos, todas as mãos são necessárias para que o trabalho flua com o rigor e a sensibilidade imprescindível no cuidado aos residentes. Por isso, lidar com as faltas do pessoal torna-se numa questão fulcral para a boa gestão da instituição. Há que ter em conta que o lar de idosos funciona em turnos e, quando um funcionário falta uma vez, um outro colaborador poderá ter de fazer excecionalmente mais um turno. 


No entanto, este não poderá ser um recurso frequente, sob pena de estar a extenuar os restantes membros da equipa, principalmente quando se trata de um grupo de trabalho reduzido. Neste artigo, conheça as soluções que existem no mercado para colmatar as faltas de pessoal, quando estas são esporádicas ou mais frequentes e prolongadas.


Uma equipa motivada falta menos ao trabalho


Para a administração do lar, o absentismo é um grave problema, pela natureza do trabalho. Não se encontram muitas pessoas com experiência, aptas e disponíveis para fazer turnos esporádicos a cuidar de idosos. Por essa razão, o melhor será controlar o absentismo para o mínimo possível. Existem diversas estratégias que podem travar o número de faltas dadas pelos trabalhadores e que são utilizadas por empresas de todos os setores. Um funcionário motivado e feliz no local de trabalho falta menos do que aquele que está descontente.


Para além da remuneração, o responsável do lar pode motivar os seus trabalhadores através de estratégias de promoção e apoio na formação.



​Um dos fatores que mais influencia a dedicação do trabalhador é a remuneração, mas, por si só, não basta para manter o trabalhador motivado e assíduo

O bom relacionamento com os restantes colegas é também imprescindível. Se um trabalhador não se dá bem com os colegas de trabalho, as probabilidades de faltar mais vezes aumentam exponencialmente. Não se trata de apenas não ter vontade de ir trabalhar, por não estar feliz no seu posto. O problema é que esta questão afeta também a própria saúde do trabalhador.

Tendo estes fatores em conta, e mesmo com uma equipa motivada e feliz, o lar de idosos terá sempre de enfrentar algumas faltas de pessoal.  



​Faltas recorrentes ou prolongadas dependem de ajuda externa


Lidar com faltas esporádicas do trabalhador poderá ser mais simples do que cobrir as faltas recorrentes ou prolongadas, como baixas médicas. O lar pode recorrer à boa vontade de outro trabalhador para cobrir um turno. Esta é a solução básica e mais frequente em lares de idosos, no entanto, a solução mais fácil normalmente não é a mais adequada, principalmente se se tratar de uma situação recorrente.


Se recorrer à boa vontade de colaboradores que se voluntariem para contribuir com turnos extras para cobrir faltas, ainda que esporádicas, correndo o risco de cometerem mais erros e não serem tão rigorosos no trabalho, esta não deve ser a única solução.



​Se o lar recorrer a esta resolução demasiadas vezes, irá causar descontentamento nos restantes membros da equipa, que acabam por ficar cansados, e não têm um tempo de descanso satisfatório. Esta medida torna-se menos adequada ainda quando se trata de uma equipa reduzida de trabalhadores, em que não dá para rodar entre vários trabalhadores as faltas de outros.



Solucionar as faltas de pessoal em lar de idosos a longo prazo


​As faltas de pessoal nos lares de idosos são um dos maiores problemas da sua gestão. É importante encontrar alternativas a longo prazo, que não mascarem o problema e criem outros riscos, mas sim que resolvam a situação, preservando o cuidado e serviços personalizados aos idosos residentes. Para este fim, elencamos três possíveis soluções para as faltas de auxiliares em lar de idosos.


​Contratar uma empresa de apoio domiciliário


O lar pode entrar em acordo com uma empresa da área que forneça serviços de apoio aos idosos para cobrir as ausências dos trabalhadores. Numa situação em que um funcionário faltar durante um breve período de tempo ou esporadicamente, a empresa poderá suprir as necessidades do lar de idosos, sem sobrecarregar a restante equipa interna. Como normalmente estes profissionais já trabalham com idosos, a formação geral não será uma questão a ter em conta.


Os trabalhadores de serviços de apoio domiciliário podem preeencher faltas inesperadas em diferentes setores do lar, estão familiarizados com os cuidados ao idoso em entidades regulamentadas pela Segurança Social.



As empresas de apoio domiciliário habitualmente fornecem serviços de saúde, como enfermagem e fisioterapia, fazem serviços domésticos vários como preparação de refeições e tratamento da roupa, assim como prestam serviços de assistência pessoal. Conforme o acordado, poderão preencher as faltas inesperadas de trabalhadores de diferentes setores do lar (auxiliares geriátricos, auxiliares de cozinha e mesmo enfermeiros). Apesar de ficar um pouco mais dispendioso, será benéfico para toda a equipa, que não ficará sobrecarregada com o trabalho extra.



Negociar com uma empresa de trabalho temporário


 Estas empresas funcionam como agentes intermediários que criam uma ponte entre entidades que pretendem ocupar uma vaga temporária e os potenciais trabalhadores interessados. A empresa de trabalho temporário pode ter no seu quadro o trabalhador que remunera mensalmente e que, por sua vez, presta os seus serviços a uma terceira entidade, neste caso o lar de idosos, que paga diretamente à empresa. Se não tiver um trabalhador apto para as funções, também entra em contacto com possíveis interessados a partir da sua base de dados. 



As empresas de trabalho temporário dão acesso a uma solução qualificada e competente para preencher as necessidades temporárias de pessoal nos lares a faltar um período de tempo mais prolongado.



Esta solução poderá ser adequada quando o funcionário faltar um período de tempo mais ou menos prolongado, como seja por uma baixa médica ou no período de férias dos trabalhadores do quadro do lar. Para não alterar muitos turnos e sobrecarregar os funcionários que ficam, principalmente quando o quadro de pessoal é reduzido, o lar de idosospode optar por uma empresa de trabalho temporário, em que um trabalhador novo vai ocupar as obrigações do funcionário ausente.



Ter uma bolsa de colaboradores externos a postos para quando for necessário


Por outro lado, o lar de idosos poderá também criar uma «bolsa» de colaboradores ocasionais, com quem tem um relacionamento de confiança, e que estão disponíveis para suprir as necessidades do lar, quando um trabalhador faltar. Estes colaboradores deverão ter a formação adequada para rapidamente se adequarem à necessidade imediata do lar de idosos.



Antigos funcionários, ex-estagiários ou prestadores de serviços independentes, que têm o conhecimento e destreza necessários às funções, podem ser contactados para suprir necessidades esporádicas, mediante uma compensação aliciante.



Para que esta seja uma solução viável a longo prazo, o lar deverá ter alguns nomes em reserva, para ter várias opções disponíveis. Neste caso, a compensação deverá ser aliciante, para que a pessoa queira sair da sua rotina diária e cumprir turnos esporádicos no lar. Com estes colaboradores, o responsável do lar de idosos deve manter uma comunicação franca e frequente, de forma a saber quem pode chamar para determinada função, e em que altura.



Os lares de idosos, sobretudo aqueles que contam com uma equipa reduzida, devem pesar todas as opções que estão disponíveis quando têm a necessidade de suprir a falta de pessoal. A sobrecarga constante da equipa que está sem um ou mais elementos é prejudicial a médio e longo prazo para o lar e pode também lesar o objetivo máximo dos lares: o cuidado adequado ao idoso residente.



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