Envelhecimento ativo é sinónimo de responsabilidade

Por Susana Pedro , 12 de Junho de 2019 Envelhecimento

O bem estar da pessoa idosa prende-se, inevitavelmente, com o seu grau de autonomia. Por isto entendemos não só a sua independência física mas também a manutenção de uma certa atividade dentro da comunidade onde está integrada. Deste modo, o envelhecimento ativo do idoso está correlacionado com a manutenção da sua qualidade de vida.

As instituições que prestam apoio à pessoa idosa têm um papel fundamental ao garantirem que o envelhecimento se faz do modo mais saudável e ativo quanto possível.


Devem, portanto, garantir atividades que potenciam a qualidade de vida do idoso e que, de certo modo, o façam sentir, também, feliz nesta fase da sua vivência. Não nos podemos esquecer que os lares de idosos têm esta função importantíssima e absolutamente necessária de garantir a continuidade da dignidade da pessoa humana. Portanto, serem promotores de um envelhecimento ativo e mais qualitativo deve fazer, indubitavelmente, parte da sua missão.



O envelhecimento pode carregar consigo variadas limitações

Estas limitações podem ser ao nível físico, podendo trazer também limitações ao desenvolvimento das suas atividades, até as decorrentes da vivência diária. Estas limitações físicas, mais generalizadas, podem concentrar-se ao nível motor, visual ou auditivo. A par destas condicionantes físicas podem, ainda, juntar-se as de nível psicológico. De facto, envelhecer também se pode caracterizar por algum desequilíbrio ao nível da cognição, memória e, em suma, das faculdades associadas.

Aos fatores físico e ao cognitivo pode, concomitantemente, adicionar-se o fator social. De facto, o idoso deixa de ter um papel ativo enquanto trabalhador ou educador e este abrandamento da sua contribuição para a sociedade pode, por si só, ser bastante penosa.

O envelhecimento ativo é já bastante reconhecido enquanto fator primordial da manutenção e prolongamento da qualidade de vida de vida do idoso. Convirá explicitar que, quando se fala de envelhecimento ativo, não nos estamos a referir apenas ao nível físico mas antes a todas as dimensões que referimos anteriormente: física, cognitiva e social.

Tal pressupõe que o idoso possa desenvolver uma contribuição ativa para a comunidade em que está inserido, ao mesmo tempo que consegue garantir a sua independência e dignidade.



Atividades que ajudam a envelhecer de modo ativo

São várias as atividades que podem ajudar a envelhecer de modo mais ativo e, por conseguinte, mais digno e saudável.


Estímulos mentais, cognitivos, afectivos e sociais

A fomentação de atividades como a leitura e a escrita têm-se afirmado como preponderantes para manter o estímulo cognitivo. Neste campo, as Universidades Seniores têm-se afirmado essenciais para a manutenção da independência ao nível cognitivo e social, pois permitem não só a manutenção dos estímulos mentais mas também do fortalecimento dos laços sociais. Estes são absolutamente fundamentais para a pessoa idosa e vão promover a continuidade da sua manutenção ativa dentro da comunidade, ao mesmo tempo que combatem o isolamento e a solidão.

Existem programas locais que procuram ativamente aproximar os idosos das tecnologias de informação. Tais programas têm-se mostrado extremamente positivos pois não só agem enquanto estimuladores cognitivos como também dotam os idosos das ferramentas tecnológicas necessárias para contactar de modo mais eficiente, regular e autónomo a sua família ou amigos que possam estar mais afastados geograficamente.

Para além disto, os órgãos de administração locais ou os próprios lares de idosos, ou outras estruturas, devem garantir a oferta de atividades lúdicas que preencham a vida dos idosos, estimulando-os cognitiva e socialmente.



Exercício físico moderado e realizado de modo regular

O exercício físico tem-se afirmado como uma das bases para o fomento de um envelhecimento mais ativo e qualitativo. De facto, o exercício físico moderado e realizado de modo regular prolonga a tão desejada e necessária independência do idoso ao mesmo tempo que vem prevenir o aparecimento de doenças. É, ainda conhecido o benefício do exercício físico para combater a tão temida depressão. E isto não é algo que possa dizer apenas respeito à pessoa idosa, mas, antes, a qualquer pessoa independentemente do estádio em que esteja da sua vivência. Claro que esta prática acarreta benefícios extraordinários para a função motora e estes fazem, ainda, sentir-se ao nível do coração, diabetes ou tensão. O exercício físico, que, alertamos, deve ser adequado a cada condição física, poderá ser realizado preferencialmente todas as semanas e monitorizadas de perto as condições ideais em que este se realiza.​



Envelhecer ativamente deve  constituir uma garantia das instituições pelos benefícios que acarreta.


​Deste modo, envelhecer ativamente deve  constituir uma garantia para a pessoa idosa por todos os benefícios que acarreta. Sendo que é função das instituições, públicas ou de domínio privado, a salvaguarda e manutenção da dignidade do idoso, este deve ter sempre ao seu alcance os mecanismos que o permitam vivenciar a sua velhice de um modo mais autónomo com a potencialidade da manutenção da  independência física e felicidade individual.​



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