[Covid-19] Finalmente! Auxiliares Geriátricas estão incluídas nos Serviços Essenciais

Por Daniel Carvalho , 27 de Março de 2020 Notícias


A notícia por que todos esperávamos chegou hoje. A Sra. Ministra do Trabalho da Solidariedade da Segurança Social informou que os profissionais dos lares de idosos passam a estar incluídos na portaria de trabalhadores de serviços essenciais, para efeitos de acolhimento, nos estabelecimentos de ensino, dos filhos ou até mesmo outros dependentes a cargo.

Estatuto reconhecido a profissões consideradas essenciais


Este estatuto até à data era apenas reconhecido a profissionais de saúde, forças de segurança e de socorro, forças armadas e outros trabalhadores de infraestruturas consideradas essenciais, onde não estavam incluídos os colaboradores de lares de idosos ou do Setor Social.

A par do benefício de apoio aos filhos ou dependentes, é também garantido que os profissionais no terreno podem circular em território circunscrito ao seu local de trabalho, mesmo com a declaração de estado de calamidade ou emergência.

​Para este efeito, cada instituição deve preparar uma listagem com identificação dos funcionários que estejam a exercer atividade, onde devem constar as seguintes informações:

-Nome completo
-Número de documento de identificação
-Morada da instituição onde colaboram


​Uma vitória para os profissionais de Terceira Idade

A semana foi de pleno terror para quem lida diariamente com idosos, em regime de lar. A região Norte foi devastada por situações de infeção em larga escala. Não foram um, nem dois, nem três lares altamente afetados pela infeção de funcionários e idosos. 


Muitos vieram a público pedir ajuda em total desespero

‘Ajudem-nos, estão exaustos’, gritaram à janela do lar de Vila Real, na passada terça-feira, as funcionárias que estavam há dias confinadas ao espaço da instituição. No dia seguinte, por volta das 10h da manhã, deram início à evacuação das 20 pessoas que estavam infetadas.

‘Estamos abandonados’ , foi uma das frases que marcou a semana. Através de um testemunho em vídeo, o enfermeiro de uma Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia de Resende pediu ajuda ao governo para fazer frente à situação de isolamento prolongado, sem resposta.

Episódios destes foram se multiplicando dia após dia. E no meio de tanto desespero, houve uma reclamação que foi comum a todas as instituições: a falta de profissionais para dar resposta à necessidade de tratamentos redobrados a idosos que estavam infetados.


Profissionais foram os últimos a ser tidos em conta


Entre todos os procedimentos e medidas de contingência foi ficando para segundo plano o recurso mais importante de todos para colocar um plano em ação: os profissionais, precisamente. O clima hostil no seio de alguns lares demonstrou que não existe área de isolamento ou material de higienização que resista uma situação de pânico geral. As equipas de profissionais tiveram de assumir as rédeas da situação da melhor forma possível, sem muitos meios à sua disposição.

Estas equipas de profissionais em lares, porventura por não pertencerem ao grupo de trabalhadores de serviços essenciais, viram as suas equipas drasticamente reduzidas. Não tendo ninguém que pudesse assumir a guarda dos seus filhos ou dependentes, viram-se obrigados a deixar os cuidados a idosos. Estamos a falar de uma redução de equipas em 50%, em alguns dos casos.


Os profissionais e associações do setor uniram esforços para levar a cabo a medida que hoje é vigorada em portaria.



​Para tal, num trabalho conjunto com os mais diversos lares de idosos do país, elaborámos um comunicado, tendo os órgãos governamentais como destinatário, e enviado aos órgãos de comunicação social. Este tinha como objetivo sugerir a inclusão dos profissionais e auxiliares de geriatria no grupo de trabalhadores considerados essenciais.

​“A primeira medida que nos parece fundamental passa por incluir os profissionais de todos os lares de idosos do país no grupo de trabalhadores de serviços essenciais. Pertençam eles a lares de cariz lucrativo ou sem fins lucrativos. Todos lidam com os idosos de igual forma e num momento de tomar medidas para a segurança de pessoas a natureza jurídica não pode entrar na equação. 

Entre os profissionais de serviços essenciais estão incluídos os de serviços de segurança e de socorro, as forças armadas, médicos, enfermeiros e outros serviços considerados essenciais.
 Os benefícios obtidos por estes profissionais por via das medidas excepcionais do governo devem ser alargados a todos os colaboradores de lares de idosos.

Um dos benefícios remete precisamente para as escolas que têm capacidade para receber os filhos destes profissionais.
Temos conhecimento de várias instituições que têm as suas equipas reduzidas, visto que alguns dos colaboradores com filhos menores de 12 anos estão confinados às suas casas, impossibilitados de trabalhar numa fase tão preponderante como esta.

Ora, se os lares entram no combate à Covid-19 com as suas forças minimizadas em termos de pessoal, torna-se fácil de prever um efeito dominó para continuarmos a assistir a situações trágicas em lares de idosos, tal como está a acontecer na zona Norte e, num estado mais avançado, em Espanha”.


​(Excerto do comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, na data de 25 de março de 2019)



Juntos no reconhecimento desta profissão


Apesar do cenário horrorizante de medo e incerteza em torno dos lares de idosos, nós, enquanto profissionais, não podemos baixar os braços nesta altura. Esta proclamação é a prova de que o trabalho conjunto é essencial para vencer a pandemia.
Agora, estamos mais fortes para enfrentar as peripécias que reservam os próximos dias. Um de cada vez, com a resiliência e bravura que tem caracterizado os profissionais deste setor, principalmente daqueles que têm vidas ao seu encargo. 

Vemo-nos para a semana!


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